POBRES "EX-NADA"

Irmão Lázaro, Ex-Olodum, fenômeno em venda de CDs.

Certa vez ouvi um jovem pastor dizendo que, durante toda a sua vida, questionava a Deus por nunca ter usado drogas, se prostituído, cometido algum crime ou coisas desse tipo.
Por ser também filho de pastor, o cara nunca tinha feito nada explicitamente "grave".
Ele dizia, em tom de brincadeira: "Irmãos, eu sou um EX-NADA!!!"

Engraçado como a igreja cristã atual tende a privilegiar os “ex-alguma-coisa”. Exemplo disto é o ex-Olodum, Irmão Lázaro. De antemão, quero deixar bem claro que, embora definitivamente não me sinta nem um pouco atraído pelo estilo musical do irmão, não tenho absolutamente nada contra seu trabalho (ministério).
Lázaro é hoje um dos artistas gospel que mais vende CDs no país, apesar do estilo peculiar e bem parecido com o grupo de axé music secular onde começou sua carreira.

Mas é interessante notar como os títulos pregressos tornam-se importantes patentes no meio cristão. Aquilo que deveriam ser memórias de um passado obscuro e vergonhoso, acaba se “convertendo” em prerrogativas que valorizam o novo “ministro”.

Ex-Olodum, ex-paquito, ex-dançarina-do-Tchan, ex-feiticeiro-particular-da-Xuxa, são alguns dos “ex” que vemos por aí que ofuscam os pobres EX-NADA. Ministros que se dedicaram a servir a Deus antes de uma experiência mundana catastrófica, ou que nunca estiveram sob os holofotes da fama, certamente, estão fadados ao anonimato e pequenas ofertas, diferentemente dos monstruosos cachês COBRADOS pelas ex-atuais estrelas do mundo Gospel brasileiro.

Generalizar seria uma grande estupidez. Evidentemente, entre os ex, há pessoas sérias, de Deus, que mudaram de vida por meio de um arrependimento genuíno e não trouxeram o pensamento artístico-capitalista secular para suas tragetórias cristãs. Entretanto, devo ressaltar que a culpa por não saber ensinar tais bebês na fé como caminhar em novidade de vida e deixar as patentes mundanas para trás é unicamente das igrejas que, por sua vez, ficam ávidas por abocanhar um pouco do prestígio e movimento trazidos por estes artistas.

Eu, por minha vez, prefiro optar por valorizar ministros por aquilo que eles são em Deus e não pelo que foram no mundo. Se somos todos discípulos de Cristo, por que não ter como referencial o maior EX-NADA de todos os tempos? Aquele que jamais cometeu pecado algum: Jesus.
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