MUDAR DE IGREJA E COÇAR, É SÓ COMEÇAR



Por Marcus Siqueira

Certa vez ouvi uma pessoa dizer que a melhor solução para curar uma doença é mudar de médico quantas vezes for necessário, até que o diagnóstico fique favorável.

De fato, é muito mais fácil fugir de uma situação problemática do que enfrentá-la. Assim, muitos cristãos têm lidado com os problemas que encontram nas igrejas.

Mudar de congregação tornou-se quase tão banal quanto trocar uma peça de roupa que ganhamos de presente e não serviu.

Não sou um extremo denominacionalista ou defensor de bandeiras, pois compreendo que o Reino de Deus não tem rótulos, é universal. Contudo, não consigo ignorar o fato de que Deus, mais do que ninguém, respeita alianças, visões compartilhadas, sonhos em comum – coisas que temos simplesmente lançado na lata do lixo ao primeiro sinal de descontentamento.

Tal comportamento é típico da geração download: se a transferência demora muito, cancelamos a operação e pronto. O imediatismo dos fast foods, a urgência das vontades satisfeitas deixou-nos “exigentes”, impacientes, intolerantes.

Se o barco está afundando, logo pulamos fora. Li uma frase da qual discordo que dizia: “Heróis são covardes que não tiveram coragem de fugir da batalha”. Creio sim que os verdadeiros heróis são aqueles que, embora tenham medo, ficam até o fim da batalha CUSTE O QUE CUSTAR.

Evidentemente, por vezes, o Senhor envia partes do corpo, homens valentes para outras terras, novas conquistas. Entretanto, não são homens insaciáveis, fujões chorões e descontentes, mas homens frutíferos, escolhidos por Deus para ir e dar outros frutos em lugares diferentes. Esta foi a história de Filipe retirado do centro de um avivamento em Samaria para ia ao deserto e levar a palavra a um eunuco.

Certa vez li que homens certos ocupando lugares errados podem se tornar verdadeiros demônios. Afinal, o que seriam demônios? Nada além de anjos em posições erradas.

Que o senhor nos capacite a honrar as alianças que fazemos, a caminhar somente por onde Ele mesmo nos enviar, a ser fiéis às pessoas que Ele colocou sobre nós como autoridades e sermos menos soberbos e pretensiosos em achar que a igreja precisa ser exatamente da forma que melhor atenda nossas necessidades, quando deveríamos nos esforçar sobremaneira para dar nossas vidas a fim de que atendêssemos de maneira mais excelente às necessidades do Corpo de Cristo do qual dizemos fazer parte.
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